Sexta-feira, 31.12.10

O presente que os nossos filhos nos deram

 

 Há muitos Natais que eu fiz um decreto que proibia os nossos filhos de nos darem presentes! Claro que nunca passou a lei e por isso nunca se cumpriu e assim todos os anos temos tido uma surpresa, sim uma surpresa no verdadeiro sentido da palavra  pois ficamos sempre  verdadeiramente surpreendidos!

Há 17 anos andávamos em mente com uma viagem a Nova York, mas era ainda uma coisa que andava a fermentar nas nossas ideias… nesse Natal recebemos, como já disse, a “Cavalgada Cinzenta” do Fernando Namora com uma dedicatória deliciosa que só não transcrevo porque o livro está no nosso quarto em Portalegre e nós estamos aqui em Montreal!

 Depois tivemos Bilhetes para a Ópera em S. Carlos, para o Musical “miss Saigão, depois bilhetes para três passeios pedestres organizados pela SAL, mais bilhetes para o musical West Side Story, mais um maravilhoso espectáculo no Convento de Cristo em Tomar (O Nome da Rosa), um Guia Michelin sobre o Canadá, o ano passado um cruzeiro no Douro… e este ano bilhetes para o Bailado Quebra Nozes aqui em Montreal!

Claro que hoje, com a internet, se podem comprar bilhetes para espectáculos em qualquer parte do mundo e assim eles conseguiram fazer-nos esta surpresa que vinha impressa numa simples folha de A4 já que os bilhetes nos foram entregues aqui.

Já me esquecia de dizer que os presentes são sempre antecedidos de um enigma para decifrarmos o que vamos receber e, como imaginam, essa é a melhor parte da noite para os nossos três filhos que, de fora, apreciam o nosso esforço para adivinhar o que está dentro de uma embalagem que nunca tem nada a ver com o presente!

Trocaram-se os papeis, antes éramos nós a apreciar e a deliciar-nos com as surpresas que lhes dávamos ou com as do Pai Natal (enquanto acreditaram), agora são eles que ficam na expectativa da nossa reacção e garanto-vos que se divertem!

Mais uma vez a internet veio ajudar, aqui em baixo podem ver 30s do espectáculo que durou duas horas e foi do mais lindo que já vimos, mesmo depois de termos visto o “Fantasma da Ópera”  na nossa primeira ida a Nova York. Obrigada queridos!

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 23:05 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quinta-feira, 30.12.10

NY, NY ! (2)

 

    

   

Realmente o Jorge tem razão quando diz que o Natal não é a melhor época para ir a Nova York.

 Uma coisa interessante é que aqui, NY, não se fala de Christmas Holiday, este período (de compras) é designado por todos, por The Holiday!

 

Se pensarmos bem tem toda a lógica pois provavelmente os católicos, nesta altura, talvez não sejam a maioria. A profusão de proveniências, onde evidentemente não se celebra o nosso Natal e, como numa sociedade destas o que é preciso é vender (seja o simples par de luvas ou o mais sofisticado dos espectáculos), há que arranjar uma época que sirva para todos!

 

 Realmente não vi um único pai Natal, nem de verdade nem de plástico, não obstante alguns barretes vermelhos nas cabeças de alguns transeuntes. O símbolo da época aqui são os Soldadinhos de Chumbo que se vêem por todo o lado e alguns de tamanho razoável. Decorações só as próprias das simples lojas aos grandes armazéns, já que a Time Square é sempre um mar de luz pelos sofisticados anúncios que vão do topo dos arranha-céus até quase ao chão que pisamos…músicas, as convencionais, ouvem-se às portas dos mesmos armazéns…

 

 

 

Time Square

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 22:00 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 29.12.10

New York, New York ! (I)

 

 

        

Há primeira vista deve parecer muito romântico passar o Natal em Nova York, mas nada disso, a confusão das ruas é sempre tanta que não dá para se sentir um ambiente especial…Nova York é sempre assim, um formigueiro de gente que nunca para, muitos que, tal como nós eram turistas, estavam igualmente apressados para poderem chegar a todo o lado: não deixar escapar o Rockfeller Center com o seu ring de patinagem e a mítica Arvore de Natal gigante (que segundo se diz é oferecida anualmente pela Noruega), subir ao Empire State Building, atravessar a Brookling Bridge, espreitar o Central Park, passar em frente da casa que o ex-Beatle John Lenon  e mais, muito mais…

 

Em 1994 estivemos lá pela primeira vez, lembro-me que no Natal anterior os nossos filhos nos tinham oferecido o livro do Fernando Namora “Cavalgada Cinzenta” em que ele descreve o pulsar da cidade e essa sensação esmagadora que eu na altura também senti:

 

…esta descomunal floresta petrificada, estas arribas de cimento, talhadas a pique sobre rios humanos, que tanto se enchem como se esvaziam… os ares de nova iorque, mãe, são uma neblina de bafos, poeiras dentro de poeiras, fumos a engrossarem outros fumos, um suor sulfuroso, digamos assim, que parece resultar da condensação do hálito das ruas, a escapar-se estranhamente de buracos que não se vêem…

 

 escreve ele isto, mas que eu,, ao contrário de então, não senti! Agora já não existem esses fumos que então saíam do chão, os arranha-céus já não me impressionaram, muito menos as lojas chiques da 5º Avenida, nem a imensidão da China Town, tão pouco o Central Parque que comparado com o Mont Royal daqui não é mais que uma horta mal cuidada! Já na altura, em que tudo me pareceu grandioso me lembra de ter achado o Metro algo de horrível, escuro, sujo, umas catacumbas perigosas (talvez influenciada pelo livro do FN). Agora continua sujo, escuro, barulhento, com arranques e travagens de tal forma bruscas que põem em perigo qualquer um que vá descuidado com os seus pensamentos…

 

As minhas impressões de NY não ficam por aqui mas, como acho que um post longo desmotivaria quem me lê, continuo depois... 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 19:53 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Segunda-feira, 27.12.10

Este foi o presente...

.

   

 

       

…que eu dei a quem me levou a passar o Natal em Nova York. O embrulho não tinha nada de natalício mas aqui é assim: se quer, que embrulhe ou como por aqui dizem DIY ou seja do it yourself !

 Como aqui no 20º não tinha nenhum papel decorativo e muito menos um laçarote tive que “me virar” e assim encontrei uma folha de A4 (já escrita de um lado) que foi mesmo rés-vés para embrulhar o presente que, por sua vez, atei com um fiozinho que a Lena (a minha irmã) sabe de onde veio… e já está! Ficou com o aspecto que vêem.

Agora desafio a quem por aqui passar a adivinhar o que estava lá dentro. A resposta virá para o Ano!

P.S. Os meus filhos e suas companhias não podem concorrer pois eu disse-lhes da surpresa que ia fazer ao pai.

                                       

publicado por naterradosplatanos às 01:36 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quinta-feira, 23.12.10

FELIZ NATAL !

 

Nesta época, estas palavras são incontornáveis, quase como bom dia ou boa tarde ao longo do ano. Gostamos de as ouvir (mesmo não tendo grande espírito natalício) e nem faz sentido não as dizer, os cartões de Natal, esses, aos poucos vão desaparecendo das nossas caixas do correio e em contrapartida a nossa caixa de e-mail extravasa! Não sejamos nós metódicas/os e alguns se perderão  entre os demais…

Também eu quero, a todos os que têm a paciência de por aqui passar, desejar-lhes  um Feliz Natal com algo feito por mim mas que, não poderá ser senão virtual!

 

Acho que todos se lembram de na sua meninice ler ou mesmo ver na televisão a história do Soldadinho de Chumbo que se apaixonou pela Bailarina da Caixa de Música. Na realidade eles eram presentes de Natal que estavam debaixo de um pinheiro lindamente decorado e que se destinavam a uma menina e um menino que na manhã seguinte os encontrariam no sapatinho. Porém nessa noite mágica o Soldadinho e a Bailarina ganharam vida... e todos sabem com certeza o final da história… Esta é uma bonita história  que se tornou um ícone desta época e assim sendo foi com eles que eu construi o meu  cartão de Natal.

 

 

 

 

 

FELIZ NATAL  a todos!

 

(vão clicando, ele aparecerá um pouco mais abaixo)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas como o Pai Natal é que traz ele os presentes e não vá ele zangar-se também arranjei um cantinho para ele...

 

publicado por naterradosplatanos às 01:59 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Terça-feira, 21.12.10

Tenho andado a cogitar…

 

…como hei-de desejar um Feliz Natal a todas as minhas/meus leitores mas, ainda não consegui tomar uma decisão. Não queria ser banal e usar as palavras de sempre nem os motivos que normalmente trazem os cartões de Natal…estou mesmo sem imaginação! Vamos ver se até ao dia 23, data que impus a mim própria arranjo algo de diferente, (desculpem lá a presunção)!

publicado por naterradosplatanos às 22:27 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 20.12.10

" Batem leve levemente..."

 

 

     Sentindo a neve debaixo dos meus pés, quando ontem a calcava no nosso passeio pelo Mont Royal, lembrei-me de, ainda bem pequena, ouvir recitar decor estes versos à minha mãe.

     Não me lembro quando, nem que idade teria, mas com certeza que foi num daqueles dias que acordavam silênciosos e em que extasiados olhavamos a primeira neve que tinha caído durante a noite.

     Lembro-me também que sentia algum desconforto quando ela dizia os últimos versos e que eu sublinho no tal  poema que transcrevo. Continua a haver muitos males no mundo mas felizmente os tais "pezinhos descalços e doridos" de que fala  Augusto Gil  e que como criança ingénua que era  também faziam cair neve no meu coração, já não mais existem graças a Deus.

                                                              

 Balada da neve

 

Batem leve, levemente,

como quem chama por mim.

Será chuva? Será gente?

Gente não é, certamente

e a chuva não bate assim.

 

É talvez a ventania:

mas há pouco, há poucochinho,

nem uma agulha bulia

na quieta melancolia

dos pinheiros do caminho...

 

Quem bate, assim, levemente,

com tão estranha leveza,

que mal se ouve, mal se sente?

Não é chuva, nem é gente,

nem é vento com certeza.

 

Fui ver. A neve caía

do azul cinzento do céu,

branca e leve, branca e fria...

- Há quanto tempo a não via!

E que saudades, Deus meu!

 

Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa gente e, quando passa,

os passos imprimem e traça

na brancura do caminho...

 

Fico olhando esses sinais

da pobre gente que avança,

e noto, por entre os mais,

os traços miniaturais

duns pezitos de criança...

 

E descalcinhos, doridos...

a neve deixa inda vê-los,

primeiro, bem definidos,

depois, em sulcos compridos,

porque não podia erguê-los!...

 

Que quem já é pecador

sofra tormentos, enfim!

Mas as crianças, Senhor,

porque lhes dais tanta dor?!...

Porque padecem assim?!...

 

E uma infinita tristeza,

uma funda turbação

entra em mim, fica em mim presa.

Cai neve na Natureza

- e cai no meu coração.

 

Augusto Gil, (1873-1929) Luar de Janeiro

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 23:25 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 19.12.10

Misérias num país que se julga ser o “el dourado”…

 Sábado de manhã, saímos para o meu primeiro passeio nas ruas nevadas de Montreal já que antes de irmos nunca tinha nevado. O branco só estava onde ainda a neve não tinha sido tocada pois o resto estava coberto por uma papa castanha resultado da neve pisada juntamente com uma espécie de sal que aqui se usa para a “dissolver”.

Porém o assunto do meu post não é este mas sim o que apreciei já a caminho de casa em plena Place des Arts. O aparato era inusitado para o que se seguiu e comportava um carro da Polícia, um carro de Bombeiros (!!) e uma Ambulância…

 Encostado à parede da estação do Metro estava um homem… a polícia e dois elementos  da Ambulância transportavam uma maca sobre rodas e dirigiam-se a um desgraçado que sem resistência se deixou apertar sobre a ela. Entretanto o carro de Bombeiros que se deve ter achado deslocado naquela cena arranca, os elementos da emergência metem o “nativo” na ambulância que parte, já depois da Polícia ter desaparecido!

Há quanto tempo o desgraçado lá estaria? Teria lá passado a noite? Quem ligou o 911 e o que teria dito já que o carro dos Bombeiros também lá estava?! Perguntas que se me põem e que me fazem meditar de quão enganados andamos uns relativamente aos outros!

 Acho que a maior parte dos europeus se sentiu enganada quando verificou que o” paraíso” que seria a antiga URSS se constatou ser uma mentira, mas também acho que outros estão um pouco fora de algumas das realidades deste país a que aqui me refiro como Terra dos Plátanos.

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 23:51 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 18.12.10

Realmente pus-me mesmo a jeito!!

 

Quando estava a fazer a mala de regresso, a que há-de levar os nossos haveres quando regressarmos lá para a Primavera (daí, não a daqui) e que portanto é grande, pensei no assunto. A mala que é rosa pink (para se ver bem na passadeira rolante) vinha quase vazia de roupas mas trazia uma data de coisas que passadas no RX deviam parecer suspeitas… Vejamos, trazia a minha caixa de aguarelas, uma caixa cheia de uma amostra de Polímero que a fábrica de Portalegre mandava para a fábrica aqui no Canadá analisar, um frasco de champoo (500ml) para cabelos brancos e que nunca consegui encontrar aqui, mais o cabo e transformador do meu computador, o cabo de carregar a bateria da máquina fotográfica e ainda o cabo de descarregar as fotografias que por sua vez tem três terminais diferentes. Acrescento ainda um par de sapatos, um cinto, um par de calças, duas camisola e um guarda-chuva dos que se dobram. Como disse pensei que esta mala vista ao RX configurava a mala de um/a bombista suicida e que como tal poderia  não chegar à passadeira rolante do Aeroporto de Montreal, mas chegou! Porém ontem quando cheguei estava de tal maneira apanhada do Jet-lag que me deitei às 7h (daqui) e só acordei hoje de manhã. Depois do pequeno-almoço decidi ir desfazer a mala que ainda não tinha sido aberta. E aqui vai a fotografia para verem com o que me deparei, não há dúvida que pelo menos em Lisboa a vigilância anti-terrorista parece funcionar!

 

 

 

 

Penso que sabem que eu sou uma pessoa organizada e que fiz  a mala a preceito e que também ficaram a saber que quem a abriu não se preocupou nada que eu ficasse a saber que ma revolveram.

Até sorrio quando imagino as mãos enluvadas de quem as meteu lá dentro e que talvez estivesse cheio de medo não fosse qualquer uma bomba explodir!

Por outro lado fiquei mais segura porque penso que a vigilância é efectiva.

 

Tem-me acontecido cada coisa mais pitoresca desde que saí da Terra do Plátano!

publicado por naterradosplatanos às 21:55 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Sexta-feira, 17.12.10

Em Heathrow sem acentos nem tiles!

 

     

 

 

Faltam duas horas para embarcar de novo e como havia um computador disponivel resolvi aproveitar ) nao havera acentos nem parentesis de forma correcta, estes teclados nao usam! )...

Ao descermos o piloto anunciou -1 grau negativo, mas aqui dentro nao se nota. As multidoes sao as mesmas, multidoes de todas as cores e feitios, caras semi-cobertas, sinais vermelos ou pretos nas testas das indianas, turbantes indus...¨ha de tudo, uma verdadeira paleta da humanidade, aqui merecia umas aspas mas nao as encontrei no teclado!

Ja tenho dois jornais comigo, o Daily Mail que e a versao inglesa do Correio da Manha mas talvez com o triplo das paginas e por isso da quase leitura para as 7 horas de viagem e mais o Toronto Star!

Vou tomar um cafezinho aqui na sala mas nao ja uma bica!

Ate amanha

publicado por naterradosplatanos às 12:14 | link do post | comentar | ver comentários (2)

mais sobre mim

Dezembro 2010

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
13
14
15
22
24
25
26
28

posts recentes

últ. comentários

Posts mais comentados

arquivos

tags

favoritos

subscrever feeds

blogs SAPO