Tarde de “praia” no Mont Royal

 

 

Há algum tempo que tínhamos pensado ir à Poutine (lê-se putsine) e seria o assunto deste post, mas vai ficar para amanhã.

Bom, vejamos porque resolvi escrever sobre a “praia” de Montreal.

 Aqui os jogos do Sporting continuam-me a perseguir e assim ontem como era dia de jogo e eu não queria ficar em casa sozinha resolvi acompanhar o meu sportinguista até à Rua Dulut ( onde fica o café português e como tal onde se vê futebol). Aí ele virou à direita e eu segui em frente pela rua Saint Urban, pelo menos mais meia hora. Como nunca gosto de regressar pela mesma rua então resolvi ir apanhar a Avenida do Parque e ir por ali abaixo… A tarde estava de sol e a temperatura amena, estamos exactamente naquilo que eles chamam “verão índio”  e ali estavam eles centenas deles e delas a aproveitar os poucos dias de sol que lhes restam, antes do frio chegar!

 

Quando ainda de longe vi o parque, a sensação que tive foi exactamente a de uma praia da Linha do Estoril nos primeiros dias de verão! A única diferença era que as toalhas eram substituídas por mantas de xadrez, ou mesmo cobertores de flanela já com ar de terem ido ao parque muitas vezes! Bom, as pessoas também não estavam em fato de banho mas a roupa que traziam era bem ligeira. Já me esquecia de dizer que também havia vendedores ambulantes que, tal como aí, vendiam de tudo desde as roupas (algumas já para o frio de inverno) às bugigangas mais variadas.

 

A Avenida do Parque contorna-o ainda em alguma extensão, por isso eu continuei lentamente apreciando aquele lazer e até com certa inveja de não fazer o mesmo… Porém o mais interessante ainda estava para vir. A certa altura sinto música, uma espécie de batuque e vejo muita gente, claro, fui espreitar e como o parque é em declive até consegui um lugar privilegiado. Então o que era? Um “batuque” espontâneo, mas não sei se lhe posso chamar batuque, embora predominassem aqueles tambores, (eu também não sei se lhes posso chamar assim), que se põem no chão e se batem com as mãos!

Mas, estava eu a dizer que era uma espécie de batuque porque ali todo o instrumento era permitido, lá estava um que tocava flauta transversal, outro guitarra eléctrica, outro que roçava dois pauzinhos, outro ainda que resolveu o problema de não ter instrumento mais adequado e que agitava em cada uma das mãos uma lata de Coca-Cola,( presumo eu cheias de pedrinhas)!  Tudo isto ao ritmo do tam-taram-tam-tam, dado pelos tambores. Embora  não podendo, por falta de capacidade, não sei se do instrumento se de quem o tocava, de o ritmar com os restantes, lá estava a VUVUZELA, sim uma vuvuzela azul da qual o dono procurava extrair o som que todos conhecemos  mas penso que com grande esforço e penso, com pouco sucesso dado o número de vezes que descansava!

 Mas se há música há dança, toca pois a dançar e  claro, com aquele ritmo os novos tinham a primazia…

 

Adorei ver!

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 13:55 | link do post | comentar