Terça-feira, 12.10.10

Porque sempre quisemos vir a Fall River

 

 

                                                                     

Para a maior parte das pessoas ir a Fall River não teria o mínimo interesse, provavelmente até nem saberiam da sua existência.

Nós ouvimos falar desta pequena e incaracteristica cidade (dentro dos padrões americanos, claro) há maisde uns 30 anos, precisamente no verão de 1977 quando fomos de férias aos Açores, melhor dizendo, a São Miguel.

Nessa altura o avô do Zé ainda era vivo e resolveu mimar-nos com um jantar onde estava presente toda a família açoreana.

Entre eles estavam uns primos que na altura já se tinham decidido voltar aos Açores, pois  segundo eles na América a vida era dura, leia-se, era preciso trabalhar muito! Eles tinham emigrado para Fall River e ali viviam também mais dois ou três tios e uma série de primos, alguns já casados e com filhos...

A conversa que rodou à volta da vida na América foi muito curiosa...depois, de tempos a tempos chegavam-nos ecos desses membros da família dos quais não retivemos o nome e que nunca conhecemos pessoalmente. Como é natural, com o passar dos anos ouvimos falar  do desaparecimento de alguns. Também me lembra de   ver reportagens do 10 de Junho focadas na comunidade açoreana de Fall River e isso manteve-nos   o desejo de  vir, ver e constatar como é intensa a presença dos Açores nesta, que tal como disse, é uma pequena cidade americana situada a 90km a sul de Boston.

 

Chegamos de manhã e vá de percorrer a Main Street que como sabem é sempre a rua principal... e eis se não quando nos deparamos em "toda" a tabuleta pendurada, com nomes escrito em português! Eram os Dias, os Silvas, os Ferreiras, os Cordeiros, os Raposos, os Pachecos, os Alves...anunciando actividades desde a joalharia, aos seguros, aos transportes, as lojas de roupa de criança, de vestidos de noiva, passando pelos inúmeros restaurantes... e o Aliança e o Chaves Market, com tudo aquilo por que os portugueses imigrados suspiram: o bacalhau, o polvo o presunto, a àgua do Luso ou o Sumol, também a Bola, a Teleculinária e imaginem a Maria (revista) que eu já nem sabia que ainda existia!!! Já me esquecia de dizer que entramos no Chaves Market e compramos aquilo que nos parece ser um delicioso chouriço açoreano com o mesmo aspecto daqueles que o avô nos mandava!

 

Entretanto chegou a hora de almoço e quanto a isto não havia escolha ou iamos a um restaurante fast food (o que não nos apetecia) ou eramos e fomos compelidos a ir a um restaurante português  (isto na Main Street) e foi uma excelente escolha!

 

Também por todo o lado se viam os cartazes do Kevin Aguiar para State Representative (?) Sim muitos dos apelidos que anteriormente referi já não têm por de trás nomes próprios portugueses mas sim Adam, Mickel, John, Kevin... só se mantêm os portuguesissimos apelidos que referi. Esses já vão muito para lá da 3ª geração, penso eu.

 

Os açoreanos estão aqui desde os longinquos anos de 1870 trabalhando inicialmente na tecelagem passando de indústria para indústria com o evoluir dos tempos. Foram os filhos, dos filhos destes que com a "carta de chamada" trouxeram mais e mais açoreanos que ascenderam a outros níveis de educação e que levaram a que o Kelvin Aguiar concorra hoje a State Representative, signifique o que isso significar na política destse sítios.

 

Adoramos vir a Fall River!

 

Vejam como as fotografias que se seguem condizem com o que escrevi.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Havia muitas muitas mais...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 23:14 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Não havia estudantes em Harvard e o MIT estava deserto...

 

      

    Hoje comemorava-se a chegada de Colombo à América* e por isso era feriado e como tal o campus de Harvard não tinha alunos, mas sim uma pequena multidão de turistas atravessando os relvados e deambulando entre os diversos edifícios. As ruas do MIT estavam desertas e tirando algum carro que passava não se via viva alma.

É interessante visitar estes sítios, Harvard tem um ar romântico, os edifícios são todos em tijolo vermelho e de traça antiga, ao contrário do MIT que de certos ângulos parece um parque industrial já com uns anos em cima, de outros ângulos apercebemo-nos dos edifícios mais modernos...

 

 Pensar que grandes cérebros por alí passaram, que lá consumiram horas sem fim e que muito desse esforço resultou em benifícios para a humanidade, é emocionante! Quantos prémios Nobel percorreram aqueles corredores, quantos, mesmo não sendo premiados contribuiram para que outros o fossem e tudo a custa de muito trabalho. E nós "ingratos" usufruimos de todos esses benifícios sem nunca pararmos para pensar naqueles que genéricamente contribuiram para o nosso bem estar! Lá, eu lembrei-me mas amanhã... amanhã também talvez  já tenha  esquecido!

 

* Os defensores dos Indios continuam a acha-lo responsável pela sua sorte... e reza assim o panfleto: Procura-se Cristovão Colombo,  grande ladrão, genocida, racista, destruidor da cultura indigena, e instigador da grande mentira. 500 ANOS DE TURISMO

 

 

Harvard  University

 

 

 

 

 

MIT

 

 

 

 

 

 

 

 

      

                                   

publicado por naterradosplatanos às 00:12 | link do post | comentar | ver comentários (5)

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